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segunda-feira, 5 de março de 2012

Denuncia de Assédio Moral, de violência física e moral contra uma mulher, e demissão em empresa de santo antônio de jesus



Nossa equipe de reportagem recebeu uma denúncia de assédio moral em empresa de Santo Antônio de Jesus.

O SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE SANTO ANTONIO DE JESUS, no uso de suas atribuições, vem por meio deste, denunciar as violações de direitos, sofrida por D. Almerinda Batista dos Santos, funcionaria da empresa NOG FERRAGENS E MATERIAIS PARA CONSTRUÇÃO REPRESENTAÇÃO LTDA, situada na Av. Antonio Carlos Magalhães, 207.


A senhora Almerinda Batista dos Santos é uma senhora de 45 anos de idade, negra, de origem simples e muito humilde e é “mulher”. Foi admitida pela empresa supracitada, em 23/05/2011, e teve sua Carteira de Trabalho assinada em 01/06/2011, para exercer a função de Serviços Gerais.



DOS FATOS:



Embora tenha sido contratada para fazer a limpeza da empresa, a Srª Almerinda era obrigada a fazer coisas abusivas que ultrapassam os níveis da relação de trabalho, como por exemplo, lavar carros da empresa, inclusive o do patrão, fazer massagem neste último, tirar e calçar os seus sapatos, dentre outras atividades que nada tinham haver com a função para a qual foi contratada e pela qual recebia remuneração. Tais exigências denotam uma atitude de exploração, abuso e, acima de tudo, discriminação com uma trabalhadora, pelo fato de ser mulher, ser negra e ser pobre,



Além dos abusos relatados acima, a última atitude do dono da empresa causou verdadeira indignação no órgão de representação de classe da Srª Almerinda, bem como nos amigos e familiares da mesma pelo fato descrito a seguir:



No dia 02/01/2012, a esposa do Sr. Eugênio de Souza Nogueira, proprietário da empresa ora denunciada, pediu à Srª Almerinda que pegasse uma manga que se encontrava na sala do Sr. Eugênio, onde o mesmo estava reunido com um representante de vendas. Cumprindo a solicitação, a Srª Almerinda pediu permissão ao proprietário da empresa para adentrar na sala onde ele estava para pegar a manga solicitada por sua esposa. Em sinal positivo do mesmo, entrou na sala, pegou a manga e ao sair, foi empurrada violentamente com um forte murro nas costas e com xingamentos (“saia logo daqui sua desgraça! saia, saia!”). Com isso, a Srª Almerinda caiu, esbarrando em uma estante de ferro, onde machucou a perna. Outros funcionários, colegas de trabalho da Srª Almerinda a ajudaram a se levantar, pois a mesma estava em estado de choque, chorando, soluçando e sem, sem entender direito o que estava acontecendo.



No dia seguinte (03/01/2012), ao voltar ao trabalho o Sr. Eugênio continuou humilhando e constrangendo a Srª Almerinda xingando e esbravejando com esta última na presença de dos funcionários e clientes da empresa. (“suma da minha frente sua desgraça,... mim segurei ontem para não fazer uma desgraça com você” – Disse o Sr. Eugênio). Depois a Srª Almerinda foi demitida e pressionada a assinar o aviso prévio com data retroativa. Além disso, a advogada Maria Delcinha Nogueira Neta, filha do Sr. Eugênio, orientou a funcionária agredida, para dizer no sindicato quando fosse receber seus tempos de trabalho, que estava de aviso desde o dia 13/12/2011 até 05/01/2012, atitude vergonhosa para uma profissional de direito, pois na verdade a Srª Almerinda, mais do que demitida, dia 02/01/2012 e não dia 13/01/12, foi agredida física e moralmente diante de várias pessoas e foi expulsa do setor de trabalho com murros, xingamentos e empurrões.



No entanto, no dia de receber os tempos de trabalho (verbas rescisórias) no sindicato, a Sra. Almerinda não conseguiu controlar a dor emocional que sentia e aos prantos começou a relatar o acontecido para o agente homologador. A Homologação não foi realizada e foi agendado uma nova data no Sindicato, para13/01/2012 as 10:00 horas, para resolver a situação da funcionária agredida. Porém a empresa não compareceu no Sindicato passando a visitar a Sra. Almerinda em sua casa e a ligar diversas vezes por dia para o telefone da mesma, tentando intimidá-la para que não tomasse nenhuma providência.



Diante de situação tão absurda, o Sindicato dos Empregados no Comercio de Santo Antonio de Jesus, vem por meio deste, encaminhar denuncia a todos os órgãos e entidades de fiscalização, sistemas de direitos, e combate à exploração e violação de direitos, para que possam tomar providências, conjunta ou individualmente para que não mais ocorram fatos como estes, sendo que se trata de uma empresa que não respeita seus funcionários e os agride verbalmente com xingamentos e humilhações, de forma constante, além de ficar com vários empregados sem carteira assinada.


Vamos fazer um ato

no Dia 8/3, ás 15h, na Praça Padre Matheus em Santo Antonio de Jesus, contamos com a presença de todos...

Da Redação News SAJ
Jheffesson Santos

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