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SAJ: Antiga gestão deixa prédio da prefeitura com dívidas e problemas de estrutura

Infiltrações, rachaduras, cupins, uma cratera com 3 metros de profundidade e uma dívida de telefone que ultrapassa os R$ 25 mil. O cenário desolador poderia ser a descrição de uma obra abandonada ou de uma construção antiga. Mas, este é o estado em que o novo prefeito de Santo Antônio de Jesus, Rogério Andrade (PSD) e sua equipe encontraram o prédio da Prefeitura Municipal de Santo Antônio de Jesus. 

Na parte interna do prédio, administrado até 31 de dezembro pelo ex-prefeito Humberto Leite (DEM), várias salas apresentam problemas como: mofo, infiltrações, teto inconsistente, cupins, pisos degradados, portas e fechaduras quebradas. Duas salas interditadas para o funcionamento foram transformadas em depósitos e abrigam móveis e equipamentos quebrados. 

Nas salas em funcionamento, existem janelas quebradas, mesas e cadeiras mal conservadas, fios em lugares inadequados, arquivos e tomadas improvisadas. Para completar o quadro de descaso, não há nenhum extintor de incêndio no local.

Na copa/cozinha disponibilizada para aos servidores, há uma geladeira e um fogão deteriorados. No vão abaixo da escada, foram deixados móveis e eletrodomésticos, como cadeiras, mesas, televisão e até uma geladeira, muitos deles sem a mínima condição de restauração. 

Externamente, também há graves problemas nas instalações. A rampa de acessibilidade está danificada. O teto da sacada possui infiltrações visíveis e mofo. Há vazamentos e cupins por todo o telhado. Abaixo do muro dos fundos e tomando uma parte do estacionamento, há uma cratera de 3 metros de profundidade por 2,5 de largura, onde corre esgoto a céu aberto. A situação foi camuflada com vegetação e carros estacionados em posições estratégicas, sem qualquer sinalização alertando dos riscos para os transeuntes.

Além dos problemas na estrutura geral, a prefeitura também sofre com a defasagem de equipamentos. Em vários setores não há computadores, armários nem arquivos. Documentos importantes foram deixados no chão das salas interditadas e ao longo de todo o prédio. Não há nenhuma impressora em funcionamento e na sala de informática carcaças de computadores e acessórios inoperantes, como impressoras, teclados e no-breaks dividem espaço com os funcionários. Os equipamentos da Assessoria de Comunicação estão defasados e sem condições de uso, além do setor não ter sala disponível, nem computadores para realizarem suas atividades.

Outro agravante do descaso é uma dívida de telefone de R$ 25.402.57 acumulada desde outubro. Uma empresa que fornecia água mineral para o prédio e uma outra responsável pela manutenção dos aparelhos de ar condicionado, também deixaram de exercer suas funções no fim da antiga gestão alegando falta de pagamento. 

Os problemas aparentes se somam a outros técnicos, identificados em uma minuciosa inspeção realizada pela Defesa Civil do município que irá emitir relatório e parecer sobre os aspectos avaliados e as melhorias a serem realizadas. Posteriormente, o gabinete avaliará a necessidade de realizar uma vistoria mais completa, onde poderão ser avaliados outros itens, incluindo a infraestrutura geral do prédio.
  









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