“Acredita-se que a gestação e alterações hormonais, que ocorrem principalmente durante a menopausa, são fatores que predispõem a doenças autoimunes da tireoide”, conta a endocrinologista do Hapvida, Aline Garcia.
É muito importante conhecer as principais diferenças entre as duas doenças: o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. Ambas diagnosticadas através da história clínica, exame físico e confirmação laboratorial com dosagem dos hormônios tireoidianos TSH e T4 Livre.
Hipotireoidismo
O hipotireoidismo ocorre quando a glândula tireoide produz hormônios em quantidades menores que as necessárias. A especialista aponta que entre os sintomas mais frequentes estão o cansaço, dores nas pernas, ganho de peso, queda de cabelos, unhas quebradiças entre outros. “Vale ressaltar que no homem, umas das manifestações mais comuns é a redução da libido”, observa a endocrinologista. As causas mais frequentes do hipotireoidismo são os processos inflamatórios que afetam diretamente a glândula, como ocorre na Tireoidite de Hashimoto. “Nesse caso, há uma destruição da tireoide por meio de mecanismos ligados à imunidade. Outras causas do hipotireoidismo são as cirurgias na tireoide, o uso de medicações (amiodarona e lítio), entre outros”, informa.
O tratamento da doença tem o objetivo de elevar a quantidade de hormônios tireoidianos circulantes, uma vez que esses estão abaixo do normal. Isso (elevar os hormônios) é conseguido através da reposição hormonal.
Hipertireoidismo
O hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, caracteriza-se pela produção elevada dos hormônios da tireoide, sendo os sintomas mais frequentes as palpitações, tremores nas mãos, insônia, irritabilidade e perda de peso.
Segundo a especialista, as causas mais comuns do hipertireoidismo também estão relacionadas aos mecanismos imunológicos, o que leva a glândula a aumentar sua produção hormonal. “Trata-se do hipertireoidismo primário ou Doença de Graves. Em outras situações, pode ocorrer que nódulos passem a produzir hormônio em excesso (bócio multinodular tóxico ou nódulo tóxico). Existem ainda casos de hipertireoidismo pós-parto e casos de hipertireoidismo desencadeados pela ingestão de hormônios tireoidianos em fórmulas manipuladas de medicamentos para emagrecer”, alerta Aline Garcia.
No hipertireoidismo, o tratamento visa reduzir a produção dos hormônios tireoidianos que estão em excesso. “Isso pode ser feito através de medicações, radioiodoterapia, e mais raramente, cirurgia”, explica.
Alimentação
Quem tem problemas de tireoide deve ficar atento para não se exceder em determinados tipos de alimentos, conforme alerta a endocrinologista.
“O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado e o excesso de iodo podem desencadear distúrbios na produção dos hormônios da tireoide”.
A especialista a também cita os alimentos que podem causar bócio (papo), os chamado sociogênicos. “São eles: repolho, nabo, soja (isoflavonas) e couve. Esses podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, recomenda.Tv News saj/ Doutor Saúde

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