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Flávio José acredita que Nordeste deve se unir para proteger a cultura local de 'modismo'

O cantor Flávio José é a segunda atração a animar o público do Terreiro de Jesus na noite desta última sexta-feira (24). Apesar de uma forte chuva minutos antes do show, a praça permanece cheia. Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista disse não acreditar na existência de crise, já que muitos municípios pequenos têm contratado bandas caras, o que acaba levando à redução da música tradicional no São João.
 
“Eu não acho que existe crise, porque a gente vê por aí inúmeros artistas muito caros cantando em cidades pequenas. Eu tiro o exemplo da minha cidade [Monteiro, Paraíba], que tem cerca de 34 mil habitantes e com uma programação cheia de modismo e cara. Então eu sempre digo que a crise existe para quem é da festa, pra gente que faz música nordestina. Muitas vezes as pessoas diminuem os dias e não cortam o modismo, cortam a gente”, avaliou.
 
Para Flávio José, o Nordeste precisa se unir na tentativa de proteger a própria cultura. “Tem outras datas para esse pessoal se apresentar, mas quem sou eu? O que a gente não pode mudar, a gente aprende a conviver. Eu só acho que deveriam existir mais oportunidades para os artistas da festa. A gente sabe que, na região deles, eles se defendem. Eles se protegem e são fechados na cultura deles".
 
"Por que não fazer assim aqui também? A gente é o contrário, abre para todo tipo de cultura, e a da gente fica mais fraca a cada dia que passa". O paraibano prometeu um show com seus principais sucessos e músicas consagradas por Luiz Gonzaga e Trio Nordestino, essenciais em sua opinião.
 

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